Eu sabia que a Ku Klux Klan tinha agentes infiltrados no Brasil, gerenciando projetos de inclusão social. Ou seria um Zé Gotinha cocôsplayer agindo na laje? Anyway: FAIL!
Hoje (12) a polícia prendeu duas pessoas em Suzano que vendiam carne de cachorro pra donos de restaurantes do Bom Retiro, no Vietnã em São Paulo. Os caras prendiam os cães, tratavam-nos como reis à base de Dog Chow e flap!, abatiam os cachorros com um machado. Pra se livrar do couro, incineravam com maçarico. Cada carcaça custava em torno de R$ 200. A polícia também encontrou gatos abatidos nos fundos da casa, praquele espetinho manêro. Se achou uma história praticamente bizarra, eu já falei de coisas peores aqui no blog. Tipo antropofagia inconsciente com linguiça humana.
Hoje pela manhã eu tava dando aula numa 8ª série onde o cheiro tava foda de aguentar. O mormaço sufocante do calor humano, aquele “cc” coletivo nervoso me deixou meio zonzo, a ponto de vociferar:
- Abre, abre tudo! Janela, porta, tudo! Tá loco, hein ô? Que eu saiba acabou a LUZ, não á ÁGUA, ontem.
- Aew, sem maldade, tá tirano? – respondeu o boçal onde a carapuça serviu.
Os filmes do Tarantino e do Guy Ritchie comprovam que uma boa trilha sonora é fundamental. Quando vi o Broken Flowers, do Jim Jarmusch, pirei nas músicas, e acabei descobrindo o homem por trás da trilha: Mulatu Astatke, um cara lá da Etiópia que tem uma banda muito classuda. A discografia dele não para, já lançou vários volumes de uma coleção intitulada Éthiopiques que vale muito a pena. O som do cara é um jazz muçulmano com influências do soul, do funk e da música latina. O modo como ele mistura a atmosfera islâmica presente no norte da África com a música negra é muito foda, o cara consegue erguer serpentes do solo com classe. Quando escuto seu som, vejo filmes de máfia islâmica terrorista na cabeça. É o que eu chamaria de G.T.A.: Groove Terrorista Autêntico.
Abaixo, a apresentação ao vivo da ótima música Yègellé Tezeta. O Mulatu é o negro afrodescendente de terno branco, meio escondido:
Ontem à tarde só tinha eu tava na biblioteca da escola e veio uma professora que cuida do acervo, puxando uma prosa. O momento crucial da conversa foi esse:
- (...) então eu usei muito João Ubaldo Ribeiro no meu mestrado da USP, é, eu cheguei a fazer mestrado lá, mas não terminei. – a tia disse.
- Hum. O João Ubaldo não é pai de um VJ da MTV? – comentei sem erguer os olhos do livro que tava lendo (“Slam”, do Nick Hornby).
- Não sei. Mas olha aqui, mininu, colocaram esse livro no lugar errado! Isso aqui tem que tá no lugar de biografia! Ó só, “Érico Veríssimo”. Lindo, ele. Amo de paixão!
- Hain? Não-não, isso é um romance dele. Faz parte de uma trilogia.
- Não, é biografia, ó. A autora é “Ana... Ana Terra!”
Lembram da Divine Brown, aquela prósti que foi pega fazendo bola-gato no ator Hugh Grant enquanto ele ainda era casado com a Liz Hurley? Taí uma tattoo digna da pirigueti.
Num teve aquela febre de “bichinho virtual” (“tamagotchi”)? Você tinha que cuidar de um bichinho fofo (cachorrinho, gatinho, ursinho etc) durante 24h, dando banho, comida, bebida, fazendo carinho e pondo pra dormir (ele podia acordar durante a madrugada com fominha. Pra isso, tinha um botão recôndito na traseira do brinquedo, uma espécie de “finish him” praquela situação inoportuna). Recentemente, foi criado um reality show inspirado nos tamagotchis, onde os espectadores decidem o destino dos participantes através do celular, do facebook e do twitter. Do conforto da sua casa, você pode escolher qual participante deve ganhar travesseiro, coberta, banho, comida ou bebida. Será que rola a opção “bolination”, “arrombation” ou mesmo “finish him”? Olha que o Boninho vai comprar a ideia.
Peor: por incrível que pareça, esse reality não é uma invenção dos japoneses, mas dos israelenses (mais precisamente, da maior operadora de celulares de Israel, a Cellcom).
Esses dias falei de um som do Herbie Hancock sampleado pela Dee Lite. Hoje lembrei de outro sampler que fizeram do cara, dessa vez por parte do US3, aquela banda de hip hop jazz do comecinho dos anos 90. Pra quem nunca ouviu a versão original de "Cantaloupe Island", do Herbie Hancock, segue uma puta apresentação dele tocando ao vivo, acompanhado do Freddie Hubbard no trompete: