Segue abaixo uma pérola que ouvi de um dos integrantes da banca examinadora do meu mestrado:
“(...) Por exemplo, havia um tempo em que o Thomas Mann era tudo pra mim, adoraaava, era o máximo! Mas aí bem depois, quando consegui tomar distância do ‘objeto’ ao fazer um trabalho sobre ele, aí sim esse distanciamento me permitiu ver que ele não era tããão nietzscheano assim, não era aquela coisa toda que eu tava imaginando. Passei a ter várias críticas sobre o Thomas Mann.”
É muito comum entre acadêmicos essa ilusão de que a crítica ao próprio “ídolo” é um sinal de maturidade. Não interessa se isso é feito da forma mais leviana ou tosca possível; analisar o “objeto” com distanciamento analítico, sobriedade e clareza significa amadurecimento (quanta bullshit...). Isso me lembra alguns críticos de cinema, teatro e literatura frustrados.
Escrito por zé às 15h54
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