Apesar do meu apelido entre alguns amigos ser Zé Mishima (por causa do Yukio Mishima), apesar de eu ter estudado japonês durante 8 anos e ter feito karatê e kendô por uma década, não sou oriental. Mas oh, Senhor (sente o drama), como eu amava chegar da escola, jogar a mochila no canto e ir direto pra TV pegar o finalzinho do Jaspion e na sequência ver o meu preferido: Changeman, que começava às 18h em ponto (era 1991: eu saía a passos largos da escola Hugo Simas às 17h30, e tava na 4ª série). Naquela época eu ainda não sabia a língua do sol nascente, mas meu entusiasmo era tamanho que eu inventava uma nova língua e cantava junto na abertura do programa.
Reuni do youtube o melhor dentre as aberturas desses seriados. Detalhe: totalmente zuadas por um bando de moleques psicopatas muito bons no flashplayer – tudo somado ao já belo mau gosto oitentista japonês. O áudio é original e só há uma língua disponível nas legendas: embromation. De botar o Massacration no chinelo. Em alguns casos, porno-embromation na véia. Não vou dizer mais nada além disso: vale a pena carregar cada um dos vídeos que seguem aí abaixo. Enjoy.
Tava de bobeira na banca de jornal esses dias e acabei levando um mangá chamado Delivery Service Of Corpse. Não chega a ser um Sanctuary (que a Conrad largou mão), mas é legal. Conta a história de um grupo de moleques que se encontram numa faculdade budista. Nas redondezas, há uma floresta com alto índice de suicídio, onde os monges têm a função de rezar pelos mortos. Mas essa molecada quer ir além de balbuciar mantras sobre um cadáver. Eles descobrem uma maneira de realizar um último desejo/vingança do morto através da habilidade de um garoto chamado Kuro Karatsu, que ao tocar num cadáver pode escutar o que este tem a dizer. Mas como esse grupo de budistas não rezam de graça, eles ficam com a carteira do morto, ou qualquer outro crédito que deixou em vida. Pra quem quiser saber algo mais, enjoy.
P.s.: Enquanto meus olhos passeavam pelas HQs e revistas da banca, me chamou a atenção uma frase na última capa da revista Gloss: “orgasmo: garanta já o seu!” Pior que isso só grandes empresas que utilizam o método “pede pra sair” do Capitão Nascimento no treinamento de funcionários. Pra quem duvida, dêem uma olhada na matéria de capa da Revista da Folha do último domingo (23/03).