Pára tudo! Pára tudo e dá um pray no vídeo pra descobrir o locutor de rádio mais legal de todos os tempos. Um gênio da improvisação embromation. Morra de inveja, Detonator. O Massacration já era:
A Columbia/Legacy acabou de lançar uma box do Miles Davis que abrange toda a sua produção durante as três décadas em que esteve no selo. A caixa tem 70 CDs com raridades e sobras de estúdio.
Interessante é a forma culhuda com que Miles rompeu com a gravadora. Um big boss da Columbia havia feito um pedido bem escróter pra ele, do tipo “aí Miles, é o aniversário do Wynton Marsalis. Liga pro cara e dá os parabéns pra ele!” (O Marsalis era a estrela do selo no momento). Aí o Miles respondeu algo do tipo “Ah, é só isso? Ligar pro Mr. Marsalis e dizer ‘happy birthday 2 u’? Belê, tô fora”, e saiu da Columbia, assinando com a Warner Bros. logo em seguida.
Ah, o preço: “The Complete Columbia – Album Collection”: US$ 328,48 ou R$ 561,70.
Eu sabia que a Ku Klux Klan tinha agentes infiltrados no Brasil, gerenciando projetos de inclusão social. Ou seria um Zé Gotinha cocôsplayer agindo na laje? Anyway: FAIL!
Hoje (12) a polícia prendeu duas pessoas em Suzano que vendiam carne de cachorro pra donos de restaurantes do Bom Retiro, no Vietnã em São Paulo. Os caras prendiam os cães, tratavam-nos como reis à base de Dog Chow e flap!, abatiam os cachorros com um machado. Pra se livrar do couro, incineravam com maçarico. Cada carcaça custava em torno de R$ 200. A polícia também encontrou gatos abatidos nos fundos da casa, praquele espetinho manêro. Se achou uma história praticamente bizarra, eu já falei de coisas peores aqui no blog. Tipo antropofagia inconsciente com linguiça humana.
Hoje pela manhã eu tava dando aula numa 8ª série onde o cheiro tava foda de aguentar. O mormaço sufocante do calor humano, aquele “cc” coletivo nervoso me deixou meio zonzo, a ponto de vociferar:
- Abre, abre tudo! Janela, porta, tudo! Tá loco, hein ô? Que eu saiba acabou a LUZ, não á ÁGUA, ontem.
- Aew, sem maldade, tá tirano? – respondeu o boçal onde a carapuça serviu.
Os filmes do Tarantino e do Guy Ritchie comprovam que uma boa trilha sonora é fundamental. Quando vi o Broken Flowers, do Jim Jarmusch, pirei nas músicas, e acabei descobrindo o homem por trás da trilha: Mulatu Astatke, um cara lá da Etiópia que tem uma banda muito classuda. A discografia dele não para, já lançou vários volumes de uma coleção intitulada Éthiopiques que vale muito a pena. O som do cara é um jazz muçulmano com influências do soul, do funk e da música latina. O modo como ele mistura a atmosfera islâmica presente no norte da África com a música negra é muito foda, o cara consegue erguer serpentes do solo com classe. Quando escuto seu som, vejo filmes de máfia islâmica terrorista na cabeça. É o que eu chamaria de G.T.A.: Groove Terrorista Autêntico.
Abaixo, a apresentação ao vivo da ótima música Yègellé Tezeta. O Mulatu é o negro afrodescendente de terno branco, meio escondido: